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1% de bateria, 100% pânico.

05/09/2017

Não vamos nos estender na obviedade de como o aviso "1% de bateria" causa pânico em grande parte dos usuários de tecnologia móvel. Afinal, você já passou por isso. "Acontece com qualquer um".

A indústria de smartphones celebra intensamente a evolução dos processadores disponíveis: octacore, dodeca-core, infinitycore. Mas quando é para falar sobre bateria, a promessa é mais pé no chão. Quanto mais poderoso o processador, mais energia ele consome. Mas não só ele. Quanto maior e mais definida a tela, mais recargas durante o dia são necessárias. Sem falar que as atualizações dos aplicativos dificilmente consomem menos bateria do que suas versões anteriores. Pior que isso, infelizmente, é cada um por si. Fabricante de processador ignora quanto de energia o sistema operacional consome, que por sua vez não se preocupa com a energia necessária para que as novas e poderosas telas deem o espetáculo esperado. Resultado: a melhor autonomia de um celular premium não passa de 9,45 horas e a maioria vai até cerca de sete horas em uso normal.

A indústria de smartphones responde como pode, aumentando o tamanho da bateria no limite, já que sua capacidade em horas pouco evoluiu nos últimos anos. Pelo menos, não na mesma proporção que processadores e telas. Só que aumentar autonomia compromete peso e dimensões do aparelho, o que nem sempre é interessante para o consumidor. Afinal, o nome é telefonia "móvel", não telefonia "tijolo". Nos últimos lançamentos, alguns fabricantes têm prometido dias de bateria. Sensacional, porém, com um uso mínimo de recursos. Mas convenhamos que "modo avião" é irreal porque ninguém quer saber de manter a bateria por dias e dias. Liga vários aplicativos ao mesmo tempo, ouve música, tira fotos com LED e até usa a função telefone (lembra dela?). Alguns fãs de marcas defendem ferrenhamente como seus modelos de smartphones conseguem recarregar 50% em poucos minutos/horas. Em terra de 1%, quem tem 50% é rei.

Falando em consumidor, este já se acostumou a deixar carregadores espalhados por onde costuma passar. Além disso, provavelmente esse mesmo usuário já baixou um gerenciador de bateria que encerra aplicativos abertos, que mesmo em segundo plano continuam drenando bateria. E o mercado de acessórios, que não é nada besta nem pequeno, correu para apresentar soluções, como power bank e battery case, opções para lá de paradoxais. Procure por um power bank chamado Anker para ter ideia de como esse mercado evoluiu/cresceu. São 26.800 mAh extras versus os 3.600 mAh de um celular premium. A má notícia: o Anker não cabe no bolso da sua calça. Aliás, de onde você acha que veio a ideia de ter torres de recarga em pontos públicos, como supermercados e shoppings? Ou a ideia de vender carregadores e cabos em conveniência de posto de gasolina, drogarias? Sim, ideias que vieram do pânico de 1%.

Calma. A indústria de baterias está se mexendo, colocando mais física e menos centímetros nas baterias do futuro. Mas até lá, o que pode ser feito? Processadores que consomem menos bateria e entregam a mesma performance seriam um bom começo. O mesmo vale para as telas. Mas a responsabilidade de uma resposta mais imediata caiu no colo dos desenvolvedores de aplicativos. O primeiro desenvolvedor que conseguir lançar um aplicativo de trânsito e navegação que consome um terço da energia do líder de mercado tem grandes chances de conquistar a preferência do motorista. Mais do que isso, pode mudar o jeito que o usuário escolhe seus aplicativos, passando a acompanhar rankings de consumo.

Para as marcas que precisam ou desejam estar presentes no canal mobile (bancos, e-commerce, outros) essa é uma oportunidade de mostrar alinhamento com uma preocupação contemporânea de seus clientes: a conectividade. Afinal, sem bateria, sem celular, sem amigos. É hora da marca parar de pensar em si própria e pensar em como seu aplicativo tem impacto no consumo global da bateria alheia. A mensagem que fica é "esses caras pensam realmente em mim, quando eu não vou comprar nada deles".

Para entender mais sobre baterias e seus limites:

Veja o vídeo: How Many Batteries Could Power The World?

Veja o vídeo: Will Batteries Power The World? | The Limits Of Lithium-ion

Acesse o site: Phone Arena para ver comparativos entre aparelhos e baterias.

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